quarta-feira, 16 de setembro de 2015

Eleições legislativas de 2015

João Vasconcelos, cabeça de lista pelo Algarve,
atualmente vereador em Portimão

Nestas eleições legislativas o Algarve apresenta uma lista de candidatos à Assembleia da República merecedora do voto dos algarvios. Como cabeça de lista apresenta João Vasconcelos, atualmente vereador em Portimão e acérrimo lutador pelas grandes causas regionais, como são o fim das portagens na Via do Infante e a recuperação de valências e dignidade ao Hospital do Barlavento.
É natural de Portimão, onde exerce a sua carreira de professor de História, mas está intimamente ligado a Ferragudo, onde viveu grande parte da infância até ao início da idade adulta. Por isso, é um homem conhecedor das realidades locais, mais do que nenhum outro. E o mesmo se verifica em todos os outros membros da lista, homens e mulheres que vivem por todo o Algarve e são capazes de dar resposta aos anseios desta região tão castiga pelo desemprego e pela ausência de projetos revitalizadores. Em catorze candidatos, dois são independentes, e a representação feminina é assinalável:

1. João Vasconcelos, professor, 58
2. Leónida Norte, advogada, 37 (ind.)
3. José Moreira, professor universitário, 46
4. Manuela Goes, professora, 55
5. José Dourado, professor, 41
6. Andreia Pais, gestora, 28 (núcleo de Lagoa)
7. Jorge Ramos, engenheiro de telecomunicações, 53 (núcleo de Lagoa)
8. Celeste Santos, formadora, 51
9. José Domingos, empresário, 55
10. Gilda Gil, delegada de informação médica, 51
11. Pedro Mota, técnico de comércio e negócios, 43
12. Tatiana Caldeirinha, administrativa, 30
13. Tiago Grosso, rececionista, 37
14. Luís Catarino, bombeiro, 29 (ind.)

VOTA BLOCO por um Algarve feito de gente de verdade!

terça-feira, 14 de abril de 2015

Inundações e cheias

Foto de Luís Forra/lusa
Recentemente, a pretexto do projeto apresentado pela Administração dos Portos de Sines e do Algarve para o alargamento da entrada da barra do rio Arade, voltou-se a falar na segurança da baixa da vila de Ferragudo. Alguns edis lagoenses, nomeadamente o presidente da Junta de Freguesia, a vereadora do pelouro do Ambiente e o presidente da Câmara, mostraram pública preocupação quanto às possíveis consequências negativas para a povoação. Não é difícil antever que o chamado “mar de fora” ou estado marítimo alterado consiga entrar mais facilmente na embocadura do Arade e provocar perturbações na zona ribeirinha, como também o previsível aumento do nível do mar trará um número crescente de grandes marés ao longo do ano, afetando toda a zona baixa, com a agravante de não ter o atual anteparo dos molhes para retardar a subida das águas.
O Bloco de Esquerda une-se à apreensão dos executivos autárquicos, mas realça que, independentemente das alterações efetuadas na embocadura do Arade, é fundamental que os poderes locais apresentem um projeto inteligente para a melhoria da segurança na baixa de Ferragudo, pressupondo que os grandes riscos de inundação não se centram nas marés e tempestades marítimas, mas sobretudo nas eventuais descargas pluviais que ocorrem ocasionalmente e cujo “canal” da vila tem dificuldade em escoar. Como é sabido, na década de oitenta cimentou-se todo o regato, aterrou-se o grande arco da ponte antiga e criou-se o quiosque por cima do canal. A grande cheia de 1988 comprovou que se tratou de um colossal erro de planeamento. Depois dos avultados estragos, que felizmente não se traduziram em perdas humanas, emendou-se um pouco o disparate. Passadas três décadas da catástrofe, a Câmara e o executivo municipal têm que juntar as forças vivas do concelho e os técnicos e pensar num plano congruente para a baixa de Ferragudo, que permita minorar os aspetos previsíveis de grandes descargas pluviais ou a subida do nível do mar nos anos futuros, que não estão diretamente subordinadas à questão dos molhes.
            O BE, sendo o partido da cidadania e das soluções para defesa dos interesses das populações apresenta desde já propostas concretas para a menorização dos riscos de cheias em Ferragudo, que não passarão a acontecer num futuro hipotético, mas que já ocorreram com gravidade no passado e que advirão no presente das nossas vidas, com ou sem diminuição do molhe da barra. Elas passam por o alargamento e aprofundamento do “canal”, pela desobstrução do grande arco da ponte velha e pela subida do nível da via pública nos pontos mais sensíveis, sem afetar a relação de sobreposição das entradas das habitações.

quarta-feira, 2 de abril de 2014

Galardão ou destruição?


"O projecto da Casa 103, do gabinete Ultramarino / Marlene Uldschmidt Arquitecta, é o vencedor da categoria Interiores Residenciais dos prémios Architizer 2014, com os votos do público. Localizada na vila piscatória de Ferragudo, no Algarve, esta habitação ganha com as várias camadas de vidro, que criam divisões internas e externas, permitindo a entrada de luz natural em todos os quartos. "O desafio foi criar uma fachada que funciona como uma barreira física entre as áreas pública e privada, ao mesmo tempo que reforça a ligação visual com a vila e o rio", define o gabinete algarvio. Os vários níveis da Casa 103 servem como meio de integração na difícil topografia de Ferragudo."

Jornal Público, 02 de abril de 2014

Quando se observa o interior (http://p3.publico.pt/cultura/arquitectura/11515/ferragudo-tem-uma-casa-premiada-pelo-architizer) vê-se o porquê do prémio de arquitetura, mas, como mostra esta foto, do ponto de vista urbano, a casa nada tem a ver com a tipologia habitacional da malha antiga da vila. Infelizmente, a ausência de um plano de proteção dessa paisagem urbana única do Algarve, que é Ferragudo, tem permitido que aos poucos se descaracterize o que é tido como singular. Aos serviços da Câmara de Lagoa exigia-se que tivessem mais preocupações para além da qualidade arquitetónica do edificado. Porque é muito diferente quando um edifício está num conjunto ou fora dele, e se está num conjunto tradicional ou moderno. Acresce que a casa não nasce do nada, construiu-se à custa da destruição de uma pré-existente, uma atitude que não revela respeito pelo património.
Só para meditarmos, a casa tradicional não é apenas uma certa tipologia, é também um conjunto de materiais e formas de construir que estão extintas. Desaparecem as taipas e os adobes, tão presentes no sul do país, materiais imensamente mais ecológicos que os cimentos e tijolos e que garantem condições térmicas tão ou mais eficientes que estes modernos. 
Este prémio seria um verdadeiro motivo de orgulho se não atentasse contra o património ferragudense. Opinião polémica, mas convicta.

terça-feira, 25 de março de 2014

Pobreza

A fotografia que aqui vemos já faz parte da memória histórica do mundo ocidental. Foi tirada nos anos de chumbo da Grande Depressão americana, nos anos 30. Resultado da crise que rebentou em 1929 devido à instabilidade e desregularização do setor financeiro. Consequências: falências, muito desemprego, fracturas sociais. Felizmente, os EUA tiveram um presidente à altura, que não teve medo de aplicar medidas de esquerda para contrariar a derrocada. Na Europa já se sabe, Salazar, Franco, Mussolini, Hitler, etc., esses preferiram pôr ordem nos pobres desordeiros à força do bastão.
Veja-se a outra foto, em baixo, onde a guarda desanca num grupo de mulheres grevistas ou que apoiavam os maridos grevistas (1943).
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São estes os resultados atuais, de 2013 (dados de março de 2014), de uma política de direita que protege o setor financeiro em vez de defender a sociedade democrática portuguesa que elege os seus representantes.
Repetidamente ouvimos dizer que vivemos acima das nossas possibilidades. Pois, veja-se a tristeza dos números sobre as pessoas deste país, que é Portugal:

2% não tem dois pares de sapatos de tamanho adequado;
2% não pode assegurar uma refeição de carne ou peixe por dia;
7% das crianças não tem possibilidade de fazer uma simples festa de anos;
10% não tem acesso à net por razões económicas;
11% vive em casa onde o número de pessoas é superior ao de assoalhadas;
20% não tem dinheiro para comprar roupa nova;
24% das crianças não participam em atividades extracurriculares, como natação ou música;
28% não tem meios para aquecer a casa adequadamente;
43% não pode pagar uma dívida inesperada no valor de um seu salário;
60% não tempossibilidade de pagar uma semana de férias por ano...

E no entanto o número de milionários em Portugal subiu durante o mesmo ano em que o número de pobres aumentava. O que isto lhe diz?
a) Não há dinheiro.
b) O dinheiro que há é mal distribuído.

Não hesite em denunciar aqui os casos de pobreza que conheça em Ferragudo, daquela visível ou mais disfarçada. Ter uma vida digna não é um luxo, é um direito!

segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014

Animais abandonados

Em dezembro de 2013, apresentámos em Assembleia Municipal uma proposta para que fosse implementado um programa de esterilização municipal, dirigido a animais domésticos errantes (que foram abandonados ou nasceram em liberdade) e a animais com donos que quisessem optar por essa solução. 
A ideia era criar um serviço ambulante, em carrinha, em tudo semelhante ao que já existe para a vacinação, só que este programa seria destinado à esterilização, para alcançar a meta de redução significativa de animais errantes, nomeadamente cães e gatos. Uma medida suave que evitaria a atual política de abate. O abate não resolve verdadeiramente o problema, tem custos económicos e revela uma ética duvidosa.
A prática da esterilização para reduzir a sobrepopulação de cães e gatos é uma opção mais eficaz e economicamente menos dispendiosa face ao custo verificado com as recolhas, alimentação, eutanásia e incineração.
Na zona de Ferragudo é reconhecida a situação de existência de vários animais errantes, nomeadamente com a formação de matilhas, como a "matilha da Lota", que podem colocar em perigo outros animais, pessoas, ciclistas, e veículos motorizados. De tal ordem tem sido que se tornou mediática, com direito a páginas de jornal. Depois, forçosamente a Câmara lá terá capturado um ou outro exemplar para efeitos simbólicos. Não basta.
O Canil Municipal deve ter políticas proativas e humanas para a resolução deste tipo de problemas, que passam não só pelo controlo de doenças, mas também pelo diminuição das populações semi-selvagens, de forma suave e faseada, sem ter necessidade de recorrer a soluções radicais.
A proposta, não sabemos bem porquê, foi apodada de ridícula,  e extravagante, uma vez que, diz o recente partido com maioria na Assembleia (PS), que o Canil municipal tem todos os meios e tem realizado estas tarefas de forma cabal. Será?! 
O problema parece não ter desaparecido e a política de avestruz não costuma resolver seja o que for. Resta-nos apelar aos cidadãos para que sejam mais conscienciosos na relação com os animais, não os abandonando, tratando-os e adotando aqueles que foram abandonados.

segunda-feira, 2 de dezembro de 2013

Demolição no Bairro dos Pescadores



O Bloco de Esquerda constatou que uma das moradias do Bairro dos Pescadores, em Ferragudo, a da extremidade norte, foi arrasada sem qualquer contemplação.
A casa apresentava-se em razoável estado de conservação, pelo que temos alguma dificuldade em perceber os motivos do ato praticado. No nosso entender, trata-se de um conjunto arquitetónico interessante e ímpar no concelho, com cerca de seis décadas, pelo que deveria merecer especial carinho e proteção por parte da entidade executiva do concelho. Lembramos que, já no início do anterior mandato, em Assembleia Municipal da Freguesia de Ferragudo, o Bloco de Esquerda propôs a classificação patrimonial do conjunto, intuindo que a situação privilegiada de frente-rio e a previsível construção da marina acirrariam a especulação imobiliária naquela zona. Infelizmente, parece ter acontecido. É irónico verificar que na cidade vizinha de Portimão, apesar da voracidade imobiliária ao estilo de Torremolinos, o Bairro dos Pescadores, lá existente, tem resistido às vicissitudes do tempo. Em Ferragudo,tem ainda o mérito de ser um belo cartaz de visita em quem entra na freguesia, pelo que se requeriria maior zelo por parte dos moradores e edilidade na manutenção da uniformidade estética daquele belíssimo perfil de casas.
Como se pode observar pela foto, a geminação das habitações, com um alpendre comum em arco, fica completamente amputado e surreal. Espera-se uma habitação moderna que não se ajuste minimamente ao conjunto. Onde ficou a sensibilidade dos responsáveis municipais? Para esclarecer o assunto, entregámos um pedido de esclarecimento ao executivo camarário, a fim de obter uma resposta racional para tal desaire urbano.
REABILITAÇÂO, SIM!
DEMOLIÇÂO, NÂO!

segunda-feira, 30 de setembro de 2013

Resultados eleitorais 2013

O Bloco de Esquerda agradece aos ferragudenses que, neste domingo de 29 de outubro, não cederam à preguiça da abstenção e foram votar na alternativa de esquerda.
Foram apenas 4,44% dos votos, menos do que em 2009, pelo que este mandato o Bloco não marcará presença com nenhum membro na Assembleia de Freguesia. É uma perda de que apenas beneficiou o PSD, o partido que mais cresceu na freguesia.
Durante o anterior mandato, nós não deixámos de apresentar inúmeras propostas concretas e válidas, para a melhoria das condições de vida dos ferragudenses, e até fomos o grupo político que mais propostas apresentou.
No entanto, em termos gerais, Bloco cresceu um pouco no concelho e manterá o seu representante, David Roque, na Assembleia Municipal, bem como um membro na Assembleia de Freguesia da atual União de Freguesias de Estômbar e Parchal, Andreia Pais.
Ferragudo pode ter uma certeza, Aníbal Almeida e o núcleo de Lagoa, continuarão a estar presentes na freguesia, vigilantes e atuantes. No que depender de nós, esta vila continuará a ser amada e protegida.


segunda-feira, 29 de julho de 2013

Eleições 2013

Aníbal dos Santos Almeida

O Bloco de Esquerda já apresentou as listas de candidatos aos órgãos autárquicos para as eleições de 2013. Neste caso , destacamos o cabeça de lista para a Freguesia de Ferragudo, Aníbal dos Santos Almeida, um homem experiente que tem vivido grande parte da sua vida em íntima ligação com Ferragudo, sendo esta a terra do seu nascimento.
Tem 66 anos de idade, é reformado, foi dirigente do Sindicato dos Maquinistas da Marinha Mercante e exerceu funções no movimento cooperativo e associativo. A nível autárquico foi Presidente da Assembleia de Ferragudo, Secretário da Junta de Freguesia de Estômbar e da Junta de Freguesia do Parchal.
Neste último mandato, foi deputado da Assembleia Municipal de Lagoa, sendo responsável pela apresentação de inúmeras propostas e moções feitas pelo Núcleo de Lagoa do Bloco de Esquerda. Actualmente será David Roque a encabeçar a lista bloquista àquele órgão, membro do Bloco que antes desempenhou funções na Assembleia de Freguesia de Ferragudo, como segundo da lista apresentada em 2009.
Os cidadãos de Ferragudo podem ter por certo a continuação da luta por melhores condições de vida, com uma aposta clara nos valores sociais (apoio a idosos; á juventude e aos desempregados), nos culturais (defesa do património e da malha urbana tradicional) e nas questões de mobilidade (transporte público e ciclovias). 
Quando os cidadãos têm o poder de eleger os seus representantes não há inevitabilidades nem destinos trágicos. Todos são livres que escolher e devem participar no ato democrático como forma de garantir que os seus desejos se materializam politicamente.
É hora de descruzar os braços! No dia 29 de setembro quem vota conta,quem não vota...

sábado, 6 de outubro de 2012

Visita a Bruxelas

O núcleo do Bloco De Esquerda de Lagoa contou com dois dos cinquenta e cinco militantes que visitaram Bruxelas entre os dias 27 e 29 de Setembro. Uma iniciativa das euro-deputadas do Bloco, Marisa Matias e Alda Sousa, no âmbito das quotas que o Parlamento disponibiliza todos os anos, permintindo que milhares de pessoas visitem um dos três órgãos soberanos da União Europeia. A sexta-feira, dia 28, esteve ocupada desde o início da manhã, até ao fim do dia com a visita a esse monumental edifício europeu, onde deputados (754), tradutores, secretários, seguranças, cozinheiros, auxiliares, pessoal de limpeza... trabalham para que a Europa seja um pouco mais que um aglomerado de países.
David Roque, da lista de Ferragudo, e Jorge Ramos, coordenador do núcleo de Lagoa e eleito pelo Parchal, marcaram presença na iniciativa e compreenderam um pouco melhor o complexo funcionamento do órgão parlamentar europeu, onde as políticas que afetam toda a nossa vida são aprovadas. Houve ainda a oportunidade de participar numa pequena manifestação simbólica no dia 29, sábado, em frente ao Conselho Europeu, em solidariedade com a manifestação que enchia a Praça do Comércio, em Portugal, liderada pela CGTP (Confederação Geral dos Trabalhadores Portugueses). Na situação de crise económica em que se encontra Portugal, é cada vez mais necessário ser exigente com a União Europeia, pois as soluções só podem assentar nas solidariedades nacionais e na regulamentação das instituições financeiras internacionais, que, com a sua ganância, lançaram a generalidade da população na pobreza e no medo.
Em Ferragudo, em Lagoa ou em Bruxelas, não devemos deixar morrer a nossa voz e a capacidade de nos unirmos em defesa da democracia e do bem-estar social.
Na foto, da esquerda para a direita, no primeiro plano, vemos David Roque (Ferragudo), Carla Escarduça e Natacha Álvaro (ambas de Lagos), num dos vários pequenos hemiciclos do Parlamento Europeu.

quinta-feira, 20 de setembro de 2012

Loja Social
 

A Associação Cultural e Desportiva de Ferragudo (ACD) apresentou hoje publicamente, na Rádio Lagoa, pela voz de um dos seus diretores, Hélder Neves, a abertura para breve de uma loja social na sua sede, em Ferragudo. A iniciativa ultrapassa o estatuto meramente cultural e desportivo da associação e compromete-a com a realidade de carestia que Ferragudo e o país atravessam.
O sentimento a ter sobre tal é dúbio, uma vez que não deveria ser necessário as pessoas viverem de caridade, num país moderno e socialmente equilibrado, mas assim é, e então temos que louvar todos aqueles que promovem o bem-estar das populações, como neste caso, através da venda a preços simbólicos de vestuário e sapatos. Por outro lado, pode ser uma forma de reutilizar/reciclar produtos ainda longe do fim de vida e que ainda podem fazer muita gente feliz.
Colocámos esta medida no nosso programa para a Freguesia de Ferragudo, mas dada a nossa pequenês não o conseguimos levar para diante, porém sabemos reconhecer quando outros agem em conformidade com ideiais que também são os nossos, sobretudo quando não teriam essa obrigação.
Para os mais carenciados aqui fica a nota, para os outros, a ACD agradece qualquer doação ou colaboração. Demonstra-se a força da cidadania local que busca soluções para a crise gerada pela má governação dos dois partidos que mais abusam da confiança dos portugueses e sempre "manipulados" pelas gulosas instituições financeiras nacionais e internacionais. Dinheiro há... mas onde andará???


quinta-feira, 11 de agosto de 2011

Caneiros: uma praia para todos


As praias são espaços públicos que a todos os portugueses pertencem . Devem ser respeitadas e acarinhadas por todos os seus utilizadores, mas essencialmente devem ser livres. O que acontece actualmente na praia dos Caneiros é a desproporção entre a área concessionada (privatização) ao restaurante aí existente e a restante área pública (livre). Sendo a praia muito pequena (200m de frente mar), mas um ícone da freguesia, não se poderia estabelecer um rácio mais aceitável que beneficiasse a entidade comercial sem que os banhistas ficassem remetidos para o "osso" do areal???
O Bloco de Esquerda apresentou em assembleia de freguesia uma recomendação (28-06-20011) para que o assunto fosse exposto às autoridades competentes e se conseguisse um maior equilíbrio e usufruto livre daquele belo espaço. Já agora, merece referência aquele rochedo emerso que se pode ver na foto, o Leixão da Gaivota, que é uma Zona de Protecção Especial (ZEP), classificada pela Rede Natura 2000, por reconhecimento da sua importância para a nidificação de aves, nomeadamente a garça-branca e o carraceiro. Não se esqueça, quando for aos Caneiros não leve só a toalha, uns binóculos também poderão ser úteis.

terça-feira, 5 de abril de 2011

Ferragudo em Ruínas

Se as manchas no corpo denunciam decrepitude, então as casas em ruínas apontam para a falência de um núcleo urbano. Este é o caso de Ferragudo. A aposta na construção nova, quase exclusivamente à custa do alargamento da área urbana (sempre rentável em licenciamentos), levou a que se desinvestisse completamente no restauro e na recuperação do parque habitacional existente. Aquilo que a nossa vila tem de mais típico está a perder-se: as suas casas tradicionais, feitas em taipa, com traça antiga. Em todas as ruas sucedem-se as casas devolutas e muitas já em ruínas. É preciso pôr travão a isto. O BE apresentou em Assembleia Municipal uma proposta de penalização do IMI (Imposto Municipal sobre Imóveis) dos prédios devolutos, a fim de refrear a especulação e incentivar o reaproveitamento das casas. Nada!... Na imagem podemos ver o casarão em frente à Junta de Freguesia, na Rua do Regato, que caiu no Natal de 2009. Tinha até sido uma escola primária masculina, mas o que fazer?... Hoje são apenas escombros caídos no chão.

terça-feira, 2 de novembro de 2010

Uma petição online

A petição online para a salvaguarda patrimonial do "moinho" de Ferragudo prossegue. Temos conseguido sensibilizar residentes e não residentes para esta singela causa. Uma adesão importante foi conseguida, a da Associação Cultural e Desportiva Ferragudo, que publicitou o assunto junto dos seus associados, dando a conhecer o endereço electrónico onde está inserida a petição. A petição em si e os nossos argumentos já se encontram ilustrados neste blog, pelo que é importante mostrar o nosso poder enquanto cidadãos desta freguesia, do Algarve e do País, através da assinatura do documento, em:

www.peticaopublica.com/PeticaoVer.aspx?pi=P2010N3371

O património agradece e o Bloco de Esquerda de Ferragudo também. Obrigado!

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

Moinho de Ferragudo

O "moinho" hoje

O Bloco de Esquerda considera que o edifício conhecido como o “Moinho”, localizado na malha urbana de Ferragudo, deveria ser classificado como Imóvel de Interesse Municipal, a fim de garantir a sua preservação e integridade memorial.
É evidente o mau estado do corpo principal do edifício, bem como dos edificados anexos, agravado nos últimos tempos pelo assentamento indecoroso de antenas de telemóveis no seu topo, bem como de alterações consequentes. É urgente qualificar aquilo que pertence à população local e valorizar a sua memória colectiva.
Fundamentamos a nossa pretensão com uma série de factores históricos e culturais a ter em conta:
- O edifício, segundo levantamento promovido pela própria autarquia (Carta Arqueológica de Lagoa), parece ter origem numa atalaia medieval (a verificar se árabe ou já cristã), a qual ainda se revela no embasamento. Prova da antiguidade do lugar e da sua importância estratégica para a defesa de Silves, a partir da vigilância do estuário do Arade.
- O edifício constituiu um moinho durante boa parte do seu “tempo de vida”, provavelmente desde o século XVII até aos finais do século XIX, encontrando-se arruinado por inícios do século XX. Demonstrando o crescimento populacional da zona, bem como da segurança introduzida, possibilitando empreendimentos económicos deste tipo.
- O edifício foi alterado no primeiro quartel do século XX de modo a assemelhar-se a uma torre medieval, conforme um gosto romântico tardio e adepto do revivalismo histórico. Este facto em si não retira valor ao edifício, antes o transforma num caso de interesse arquitectónico, à semelhança do coevo “Castelo de Ferragudo”.
- O edifício constitui uma silhueta impar na vila, devido à sua localização no topo da colina que encima a parte antiga, bem como à sua própria forma de torre “medieval” cilíndrica. Pelo que não é displicente preservá-lo enquanto tal, impedindo que as povoações se transformem em conjuntos padronizados e sem fortes referentes arquitectónicos.
- O edifício faz parte do memorial cultural colectivo da vila de Ferragudo e é por todos os seus habitantes e cidadãos acarinhado e respeitado. Consideramos que o elo afectivo que liga as pessoas aos lugares e a determinados objectos é real e efectivo e não deve ser desvalorizado.
Quem poderá ajudar um singelo edifício???

terça-feira, 28 de setembro de 2010

Oleões

Ferragudo ganhou um amigo cor de laranja. O Bloco de Esquerda saúda a chegada deste oleão à nossa freguesia, resultado de um acordo celebrado entre a Câmara de Lagoa e uma empresa privada, no passado dia 22 de Setembro. Acreditamos ter contribuído para esta expansão da recolha de lixos separados, ao ter feito esta mesma recomendação, anteriormente, em Assembleia Municipal. O Núcleo de Lagoa do Bloco de Esquerda defenderá sempre um ambiente urbano mais limpo e uma cuidadosa gestão dos resíduos urbanos. Quem sabe estes óleos reciclados não poderão incentivar a sua reutilização enquanto combustíveis automóveis, diminuindo a nossa dependência do petróleo. Não é a solução ambiental mais vantajosa, mas tem um interesse económico a estudar.
Agora falta a Câmara divulgar a iniciativa e o modo de utilização destes amiguinhos laranja. Nós aqui damos o contributo: vaze os óleos domésticos usados para dentro de garrafas ou garrafões de plástico e, quando estiverem cheios, ponha uma rolha que impeça a saída do líquido e venha depositar esses restos dentro do oleão. Sabemos que parte dos lucros da referida empresa revertem a favor dos Bombeiros Voluntários de Lagoa, na proporção do óleo recolhido, por isso, seja duplamente um cidadão responsável e consciente. Ferragudenses, sejam amigos do ambiente!

Solidariedade

Ferragudo tem um centro de apoio a idosos que funciona como centro de dia. Muito positivo! Porém falta ainda a concretização de um lar que preste um serviço continuado àqueles que são extremamente dependentes e não têm onde viver. Esperemos que a época de crise que atravessamos não seja pretexto para adiar aquilo que é essencial, porque humaniza uma sociedade cada vez mais "flexível" e desumana.
Outra componente de apoio aos idosos, que nos parece pertinente, é a criação de actividades cívicas e lúdicas que os façam sentir úteis perante a sociedade e os valorize aos seus próprios olhos, ao mesmo tempo que se combate a depressão e o isolamento que às vezes o avançar da idade podem trazer.
Que tal fazer umas brigadas de manutenção de espaços verdes? Pôr grupos de idosos a gerir espaços públicos com as suas próprias mãos, tornando-os até mais responsáveis perante o bem comum, ao mesmo tempo que vivificam o seu espírito através da cooperação, do convívio, da interacção com os seus parceiros e o meio ambiente urbano. Que tal pensarmos numa horta comunitária? Que tal brigadas de pequenos arranjos nos espaços públicos? Que tal brigadas de idosos que apoiam idosos com menos mobilidade?...
As épocas de crise devem ser tempos para parar e reflectir, para depois se avançar para experiências que criem uma maior cidadania.